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Parte1: O sinal

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Era disso o que eu precisava. Um sinal.

O reflexo escuro na tela do meu celular quase denunciava que as lágrimas estavam querendo fazer uma visita. O batom coral que dava volume falso aos meus lábios finos já desaparecia. Meu cabelo ainda parecia liso. Liso e azul. Onde eu estava com a cabeça quando decidi que as pontas dos fios morenos deveriam ser coloridas? Ok, eu curti durante os dois primeiros dias, mas aí descobri que azul não combina com vermelho, nem com pink, nem com coral..

Se o próximo carro que passar for preto, eu ligo.
Era prata.

Se a luz da quarta janela daquele prédio acender, eu ligo.
Nada.

Se a próxima musica que tocar na rádio for da Demi, eu ligo.
Selena.

Se a minha mãe perguntar que horas são até a gente chegar em casa, eu ligo.
“Chris, já são duas da tarde?”.
“Ainda não, mãe!”.

Estava feito.

Esperei minha mãe estacionar, abri o portão correndo e subi os dezesseis lances de escada até o meu quarto. A cama, obviamente, ainda estava desarrumada. Lembro de acordar, arremessar a colcha com a bandeira da Inglaterra longe, e atingir em cheio a garrafinha de água que estava no criado mudo que customizei com colagens de quadrinhos. Meu quarto estava bagunçado e molhado.

Encarei o celular novamente, mas, dessa vez, tive coragem para desbloquear a tela. A nossa foto ainda era o plano de fundo. Como fui boba. Pensei em desistir, mas uma força estranha tomou conta do meu coração e meus dedos clicavam nos números quase que por impulso nervoso.
9 9870…

E antes que eu completasse a sequência numérica que digitei sem pensar duas vezes durante os cinco últimos meses, foi o meu celular que tocou.

“Alô? Chris, é você? Por que não foi ao colégio hoje? Tentei te ligar a madrugada inteira. A gente precisa conversar… Alô, Chris?”

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Ei, cheguei!

Dizem que uma dos momentos mais difíceis para um escritor é encarar o branco da tela ou do papel. O branco da falta de ideias. Do começo que parece nunca deslanchar. Das infinitas possibilidades. De quem não sabe o que dizer. Confesso que nunca fiquei intimidada por essa cor. Muito pelo contrário: sempre me deu ainda mais vontade de escrever. Seja lá o que fosse. Mas dessa vez…

… Deu branco!

É por isso que, ao invés de me apresentar (Oi, eu ainda sou a Karol com K! hehehe), dizer que estou feliz demais em estrear esse blog, contar que sonhei muito e escolhi cada detalhezinho com todo o meu coração, revelar que jamais pensei ver meu nome acompanhado de “.com.br” e assumir que estou morrendo de medo de você não gostar, resolvi apenas deixar o meu muito obrigada.

Obrigada por você estar aqui!

Prometo que, a partir de agora, estaremos juntas. Sempre e sempre.

Beijos e até o próximo post,
assinatura2

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